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Confira Abaixo
TRECHOS DE DEPOIMENTOS DE ALUNOS
APROVADOS NO VESTIBULAR 2009
As mangueiras do pátio
Não se pode tratar de conceitos pessoais sem o relato de algumas experiências marcantes da vida de um ser humano. Na minha mudança de escola, por exemplo, ainda não tinha uma idéia muito sólida do que era o Andrews.
Na minha visão, era uma escola tradicional, entretanto bem mais liberal do que o outro colégio, religioso. Vim meio inseguro, afinal, conhecia pouquíssimas pessoas, era distante do meu ciclo de amizades.
Na apresentação das dependências do colégio, fui guiado por um inspetor muito simpático - Carlos, eu descobriria depois. Contudo, o que mais me impressionou foram as enormes mangueiras do pátio. Fui entrevistado, fiz uma prova, mas aquelas árvores e a casa antiga onde funciona a secretaria, os prédios mais novos, tudo transmitindo uma forte integração entre passado e futuro, entre responsabilidade e despojamento, já me haviam feito escolher: viria para cá.
O primeiro dia de aula: muito nervosismo e expectativa me tomaram. Não teria aula de evangelização; era um alívio, apesar da incerteza ainda pairar no quesito relações pessoais. Nunca vou me esquecer o quão aliviante foi quando o Emílio, até hoje grande amigo, veio conversar. Depois, por volta do segundo bimestre, já havíamos formado um grupo muito importante: minhas identificações poucas vezes haviam sido tão verdadeiras. Um respeito, uma vontade de conviver, de conhecer mais, uma liberdade sóbria e uma descontração inigualável: tudo isso permeava esse grupo.
Os professores, por sua vez, todos muito envolvidos, permitiram-me uma identificação muito forte. Eles, sempre tidos como segundos pais e autênticos pop stars, nunca deixaram atenção a desejar. Formadores, esse é o melhor adjetivo.
Ao longo do tempo, fui construindo uma imagem única da escola. A contestação da minha repetência, que não poderia deixar de citar, muito trabalhada, resolvida da melhor maneira possível; isso só contribuiria para a construção de grandes valores na minha vida. A compreensão, a flexibilidade, as exigências, o preparo e o objetivo de dar autonomia não saíam do foco dessa instituição.
Fui descobrindo, também, outras pessoas formadas pelo colégio. Meus avós paternos, que se tornaram grandes médicos, em especial minha avó, das poucas mulheres com curso profissional em sua época. Personalidades como Clarice Lispector, Miguel Falabella, peças chave da nossa cultura. Esses relatos só confirmavam minha relação com a escola, que mostrava sua grandeza ao mesmo tempo que não deixava de particularizar.
Eu já confiava, já tinha saudades de quando fosse sair, já me haviam ajudado a me construir. Reclamações? Algumas, efêmeras e irrelevantes. O que de fato levo desta escola comigo é algo muito maior, mais denso e realizador: a minha identidade.
A tradição do Andrews não se mostrou conservadora. Ao contrário, deu embasamento para que se aprimorasse o trato com seus alunos e com a contemporaneidade, nunca excluindo o indivíduo nem da sociedade nem das circunstâncias de seu tempo.
(Antonio Pedrosa Castellar Pinto, turma 301)
Há noventa anos, "Pensando Diferente"
A vida escolar é de grande importância na formação individual. Colégios como o Andrews, em Botafogo, exercem significante influência no desenvolvimento acadêmico e na inserção social. Por isso, a documentação da passagem pelo âmbito escolar é necessária para a perpetuação da realidade cultural de uma geração.
O convívio na instituição educacional deve, acima de tudo, ser relatado. Por ser o primeiro colégio misto e de caráter liberal do Rio de Janeiro, no Andrews, encontramos cotidianamente a diferença e constituímos uma personalidade de aceitação e não discriminação. Os alunos são conduzidos a um aprendizado voltado para a vida, apesar de nunca se distanciarem da formação acadêmica.
Diariamente, nos inserimos em um ambiente hospitaleiro e construímos laços de amizade com pessoas diferentes. Interagimos, não só com outros alunos, mas com profissionais competentes, desde os inspetores até os professores e coordenadores. Além disso, convivemos em um espaço agradável e confortável, propício a um aprendizado adequado.
É fato que o Colégio Andrews é uma instituição de qualidade. Isso é comprovado se relembrarmos as respeitáveis personalidades que aqui freqüentaram, seja no papel de aluno, como Clarice Lispector, seja na posição de professor, como o admirável imortal Domíncio Proença Filho.
Desde 1918, ano de fundação da instituição, até seu aniversário de noventa anos, o Andrews constituiu-se como um lar para os mais diversos seres humanos. O "Pensar Diferente", apesar de ser lema recente, esteve presente durante toda trajetória da escola. Hoje, o Andrews ainda é um dos colégios que mais preza os valores individuais e prega a formação para a vida.
Portanto, é evidente a importância de um aprendizado eficiente, assim como o do Andrews, no desenvolvimento pessoal. O relato, não só minha, mas da passagem de todo aluno ela escola é marcada por bons momentos e, mais ainda, pela construção de um caráter individual. Isso porque, desde a sua fundação até os noventa anos, o Andrews sempre ousou "Pensar Diferente".
(André Herdy Afonso Alves de Lima, turma 302)
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