O tema do projeto desenvolvido em 2010 pelo Colégio foi “Liberdade para quê?

Na semana do CAI Nessa, um dos trabalhos apresentados foi sobre o Tropicalismo. Os alunos definiram o movimento e demonstraram sua influência como exemplo de contracultura.

           O Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro que esteve presente principalmente na música popular brasileira. Foi influenciado por correntes artísticas de vanguarda erudita e cultura pop nacional e estrangeira, como o Concretismo e o Pop rock. O marco inicial foi o Festival de Música Popular realizado em 1967 pela TV Record.

Os músicos participantes do movimento tinham como objetivo universalizar a linguagem da MPB, implementando rastros da cultura do jovem no mundo como o rock e a guitarra elétrica. A tendência tropicalista nasceu na cultura nacional, sem esquecer os nomes de grandes autores que tiveram papel evolutivo na música brasileira.

O movimento mudou radicalmente o estilo das letras de música, tendo incorporações complexas de diálogos de obras literárias de Oswald de Andrade e de poetas concretistas. As canções criticavam o quadro atual da época, mostrando a cultura nacional, situações cotidianas, críticas sociais e até o Brasil futurista.

As músicas misturavam vários estilos como, por exemplo, o rock, o samba, o baião, a bossa nova, o bolero e a rumba, quebrando barreiras tradicionais e conservadoras da época. A tropicália mudou, não só na música, mas também o modo de pensar da sociedade e seu comportamento diante de certos assuntos como corpo, sexo e vestuário. A cultura hippie foi inserida ao movimento, tendo pessoas aderindo a estilo de cabelos grandes e roupas coloridas.

Liberdade é a palavra fundamental do movimento, que revolucionou a música popular brasileira, até então dominada pela Bossa Nova. Isso porque intérpretes / músicos tropicalistas expunham seus modos de agir e pensar, entrando em choque com a cultura nacional, sem restringir o rastro histórico brasileiro.

 

Vocalistas: Giovanna Infante e Marion Fonseca

Bateria e percussão: Giovanna Infante

Guitarra: Marion Fonseca

Edição: Laura Patiño

Casal (sofá): Hanna Seabra e Henrique Furquim

Apresentador: Gabriel Bouhid

 

Agradecimentos: Cláudio Infante e Taryn Scpilman

 

Músicas: Wave (Tom Jobim) e Minha Menina (Os Mutantes)

 

Professores responsáveis: Maria José Assunção e Marcos Ponciano